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culto

Nós que trabalhamos com a educação cristã temos que estar com a seguinte pergunta em mente: Qual o tipo de cristão que a Bíblia me orienta a formar? É esta pergunta que irá conduzir a ação de quem educa.

Conheci um pastor no estado do Rio de Janeiro, que me falou da ação educativa de sua mãe. Uma mulher que saía para trabalhar todos os dias às 5 horas e retornava para casa por volta das 18 horas. Apesar do cansaço e dos afazeres da casa, ela priorizava a formação de seus filhos e diariamente, antes de dormir, reunia os filhos, lia a Bíblia e orava com eles. Como resultado, esta mãe hoje pode ver os filhos integrados na Igreja de Jesus.

É por acreditar no valor do culto doméstico que incentivamos as famílias de sua igreja a realizá-lo.  É investindo na formação cristã das crianças que teremos cristãos envolvidos integralmente na obra missionária.

Vivemos um tempo em que as crianças, por influência da mídia, estão tendo como modelos, pessoas que não vivem os valores do reino do nosso Deus e como conseqüência acabam se portando como adultos em miniaturas, tendo a sua infância roubada.

Minimizar esta influência exige de nós uma ação educativa constante, faz parte de nossa responsabilidade despertar na criança o desejo de imitar as vidas daqueles que foram e são fiéis ao Senhor. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes (…) sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Co 15.58).

Lidia Pierott

pai

Na correria da vida, às vezes esquecemos que os pequenos detalhes são verdadeiramente importantes, principalmente quando o assunto é pai e filho. Temos tantos afazeres, como buscar espaço na sociedade, ser bem sucedido, dar a melhor educação e bem estar a nossos filhos, encaramos medos e conflitos. Às vezes nos sentimos verdadeiros super-heróis na arte de enfrentar a vida, conquistá-la e trazer o troféu para casa. Mas, será que só esta atitude influencia positivamente a vida dos nossos filhos? É necessário entrar no mundo real da imaginação dos filhos, para contracenarmos experiências marcantes, dando vazão à criança que há em nós e nos colocando no mesmo patamar que eles, ensinando-os valores.

Tive uma experiência marcante com meu filho Yuri de 12 anos de idade, ao ler o livro “Aventuras da Família Brasil” de Luís Fernando Veríssimo. Aconteceu antes de dormir, por volta das 22:30 horas, no ambiente tranquilo do quarto. Nesta hora, desligamos a televisão e ficamos sozinhos, peguei o livro e comecei a ler. Ele, deitado na cama, eu, ao lado, ajoelhado, fazia a voz grossa do pai e a fina da mãe, filhas e netas, e bem irreverente dos filhos e netos, vendo as gravuras de cada página.

Eu senti que precisava ter mais momentos como estes, pois nos reunimos todas as noites, quando não é para devocional com muita reverência e respeito a Deus, é para fazer o dever de casa. Naquele momento, nos divertimos como crianças. Às vezes prestava a atenção no seu rosto e via ele rindo das minhas gargalhadas. Eu achei a história mais engraçada do que ele. Mas, a impressão que tive foi que meu filho gostou mesmo foi de me ver rindo durante a história. Em momento algum perdia o objetivo da leitura, pois cada página era uma aventura, com desenhos ilustrados, que no final nos fazia sorrir.

O Yuri achou muito interessante observar que as coisas engraçadas do universo desta família Brasil é muito parecido com o seu, na verdade o autor se inspirou no cotidiano da família brasileira, realmente o que lemos acontece no dia a dia. Eu achei muita graça das situações complicadas, que todo mundo, já viveu dentro de casa, inclusive eu.
Depois da leitura, senti-me mais uma vez super-herói, pude perceber nos olhos do meu filho uma alegria muito grande. Ele expressava orgulho em me ter como pai, em me ver naquela situação, imitando a voz de senhor e de senhora, rindo daquela história junto com ele e etc.

Não é a primeira vez que experimento isso, mas confesso que não é sempre. Quando o cobria com o cobertor, dei-lhe um beijo, como é de costume todas as noites. O que eu não esperava era ele falar algo mais do que pedir a bênção de Deus: “Obrigado, eu te amo, papai”. Como disse antes, preciso ter mais momentos como este.

Pastor João Marcos Vianna Filho

Dicas para os pais

pais

1. Mantenha-se informado sobre as atividades que a igreja oferece a seu filho: entre em contato com as pessoas responsáveis pelos trabalhos realizados com as crianças de sua igreja. Procure saber quais são as dificuldades que enfrentam, como você e seus amigos podem ajudar.

2. Converse com os irmãos responsáveis pelos trabalhos infantis: procure saber quais são os objetivos dos trabalhos que são realizados, quais as organizações educacionais que a igreja oferece para seus filhos, que tipo de material é usado no trabalho, onde são as salas em que seu filho fica.

3. Desenvolva um relacionamento amigável com os líderes do seu filho: valorize os professores, procure conhecê-los melhor, respeite o trabalho que realizam, afinal eles estão servindo ao Senhor ao ensinar seu filho e têm um papel fundamental no desenvolvimento das crianças. Converse com eles sobre o desenvolvimento do seu filho.

4. Converse com os outros pais: troque experiências com os outros pais, procure desenvolver um relacionamento fraternal com as famílias dos amigos de seu filho. Na hora das dificuldades, eles poderão auxiliar bastante. A vida é feita de trocas.

5. Participe das reuniões de pais: é importante que você conheça o trabalho que está sendo desenvolvido com seu filho. Dê sua opinião, incentive outros pais a participar das reuniões também. Procure ver de que forma você pode contribuir para o trabalho.

6. Evite que seu filho falte aos trabalhos: é importante que você se organize para que seu filho possa participar de todas as atividades promovidas para ele. A freqüência é importante para o aprendizado e também para que seu filho crie laços de amizade no ambiente da igreja.

7. Incentive seu filho a ter compromisso com a igreja: pergunte a seu filho sobre os trabalhos que participa, incentive-o a estudar a lição em casa, realize o culto doméstico com ele. Mostre a necessidade de uma boa participação nos trabalhos.

8. Fique atento ao seu filho: não basta levá-lo ao templo, é preciso verificar o que está sendo ensinado, quem o está liderando, o que ele tem aprendido sobre a Bíblia, com quem ele convive quando está no templo. Converse com ele sobre as experiência que está vivendo, ore com ele e por ele.

Lembre-se o que nos diz a Palavra: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22.6).

maquiagem

É comum vermos crianças (principalmente as meninas) vestidas como adultos em miniaturas. São muitos os produtos à venda que incentivam uma sensualidade precoce nas crianças. Também é bastante comum vermos crianças se apresentando na televisão, tal e qual alguns grupos musicais de adultos, cantando músicas com letras que elas nem entendem.

Um outro fato a ser destacado é a intoxicação que várias meninas já sofreram por estarem usando maquiagem de adultos, produtos para aos quais a pele tão sensível da criança não está preparada. Os programas infantis na televisão e muitas histórias em quadrinhos incentivam a violência e, por vezes, até são contra a família, uma vez que dificilmente há personagens com famílias completas e saudáveis. Estes e muitos outros itens nos indicam o quanto as nossas crianças estão queimando etapas da infância, sendo “atropeladas” por questões adultas, para as quais ainda não estão preparadas. Será que isto tem acontecido em nossos lares? Se for o caso, como os pais podem ajudar a criança a crescer de forma saudável?

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