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Ao considerarmos o processo de desenvolvimento da criança, devemos considerar ainda, os aspectos mais básicos da formação da personalidade, como os sentimentos que se produzem a sua volta, sejam eles afeições, simpatias, antipatias, medos, alegria, bem-estar. O desenvolvimento da criança se dará, normalmente, na direção aquela em que possa ela ser conduzida pelo meio em que viva, seja estritamente familiar ou social de um modo geral.

A criança é muito sensível ao carinho, como também o é à injustiça ou ao castigo. Palavras ofensivas ferem terrivelmente seus sentimentos. Gosta de elogios e de aprovação, é capaz de chorar ou rir com facilidade, é dominadora e autoritária, embora boa companheira, podendo criar vínculos afetivos e preocupar-se com o outro indivíduo.

O pré-escolar é mais ligado sentimentalmente com as pessoas mais próximas (geralmente como os pais e os irmãos) e mostra-se solidário, expondo seus sentimentos, colocando-se no lugar da pessoa de quem gosta, ou seja, atua de maneira empática. Por outro lado, a criança, quando não é o alvo maior das atenções, sente ciúme. Este ato, embora egocêntrico, não significa, nesta fase egoísmo ou irreflexão, mesmo quando manifeste-se como comportamento anti-social. O egocentrismo é tão marcante que se manifestará em todas as áreas de atuação da criança, ou seja, intelectual, social e de linguagem.

A criança transporta, com bastante facilidade, seus mais variados sentimentos para os personagens dos contos, sendo que tais sentimentos podem ir aumentando, por intermédio da repetição da mesma história. Ela envolve-se com o conto, apropriando-se da personagem. Ao escutar uma história, a criança passa de ouvinte passivo a participante ativo dos acontecimentos. Quando prevê o surgimento de uma passagem com fatos maus, pede para que seja fechado o livro ou inventa algo mais aceitável e, muitas vezes, tenta intervir nos acontecimentos.

O medo ocupa um lugar especial entre os sentimentos da criança. Pode ele ser resultante de uma educação incorreta e ou de um comportamento irracional do adulto, o que provoca pânico e angústia na criança. O adulto pode transformar um simples fato em algo traumático para a criança ou ainda, transmitir seu medo à criança, por contágio de seu sentimento. Como exemplo disso, podemos citar a figura da própria mãe que, por medo de um animal, acaba transmitindo para seu filho o mesmo sentimento.

O medo surge, algumas vezes, sem a influência direta do adulto. A criança ao deparar-se com algo desconhecido, pode experimentar assombro, curiosidade e ou medo. Um caso típico é o medo do escuro, em função, principalmente, do fato de que no escuro desaparecem os objetos conhecidos e, o menor ruído parece provir de alguma coisa totalmente estranha. Nesta idade, crianças fantasiam com bichos em baixo da cama, evitam deixar os pés descobertos por medo de fantasmas, etc. A criança que alguma vez sentiu medo “no” escuro, sentirá mais tarde, medo do escuro.

http://paginas.terra.com.br/educacao/gentefina/sentimentos.htm

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